Gratidão

GratidãoQuer tenhamos consciência ou não, todo final do ano é um convite para fazermos um balanço de nossas vidas. O que fizemos durante o ano que, muito em breve, fará parte do nosso passado? Crescemos profissionalmente, estreitamos relações com familiares e amigos, desenvolvemos nossos talentos?

Assim como todo ano termina, da mesma forma, toda vida humana também tem um fim. Muitas vezes inesperadamente, sem qualquer preparação, sem oferecer a possibilidade de corrigir pendências ou de realizar aquilo que se adiou, às vezes por pura negligência.

Deus queira que eu morra velhinha e, quando olhar para trás, me orgulhe de minhas conquistas e aceite os fracassos, assim como Oliver Sacks o fez em seu livro póstumo: Gratidão.

Nele estão reunidos quatro ensaios onde ele fala sobre envelhecer, adoecer e a morte que se aproxima. Deprimente? Muito pelo contrário. O sentimento que perpassa todos eles é o de gratidão por uma vida bem vivida.

“Não consigo fingir que não estou com medo. Mas meu sentimento predominante é a gratidão. Amei e fui amado, recebi muito e dei algo em troca, li, viajei, pensei, escrevi. (…) Acima de tudo fui um ser senciente, um animal que pensa, neste belo planeta, e só isso já é um enorme privilégio e uma aventura.”

Este pequeno livro, com menos de sessenta páginas, é cheio de entusiasmo e serve de reflexão para enfrentarmos com entusiasmo o novo ano que em breve se inicia.

 

  • Gratidão

Oliver Sacks

Companhia das Letras

R$ 29,90

4 Comentários (+adicionar seu?)

  1. isabel oliveira
    dez 29, 2015 @ 12:06:07

    Oliver Sacks é muito bom. Dos seus livros que mais gostei, até agora, foi “perna para que te quero” e “o homem que confundiu a mulher com um chapeu”. Já tenho no meu cesto “Em movimento – uma vida” para próximas leituras. mesmo em qualquer artigo ele conseguia ser sempre muito positivo, veja-se a sua reação enfrentando a notícia da doença no início de 2015:”Estou intensamente vivo e quero e espero que o tempo que me resta por viver me permita aprofundar minhas amizades, me despedir daqueles que amo, escrever mais, viajar se tiver a força suficiente, alcançar novos níveis de conhecimento e compreensão. Isso incluirá audácia, clareza e falar com franqueza; vou tratar de acertar minhas contas com o mundo. Mas também terei tempo para me divertir (inclusive para fazer alguma estupidez)”
    http://www.nytimes.com/2015/02/19/opinion/oliver-sacks-on-learning-he-has-terminal-cancer.html

    Responder

  2. fagulhadeideias
    dez 29, 2015 @ 13:57:46

    Recentemente revi o filme Awakenings que é baseado no livro Tempo de Despertar de Oliver Sacks.
    Comprei Gratidão porque li um dos ensaios no NYT e queria tê-lo perto de mim para o reler todas as vezes que tivesse vontade.
    Quanto aos outros livros ainda não li nenhum, mas pretendo começar por “Sempre em movimento” (título brasileiro)
    Beijo minha amiga.

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  3. jaraus
    dez 29, 2015 @ 20:25:18

    Muito interessante. Gosto muito das pessoas que enfrentam a morte com uma atitude corajosa, aceitando que ela é, também, uma parte da vida…

    Responder

  4. fagulhadeideias
    dez 31, 2015 @ 13:25:07

    Concordo com o seu comentário. Acredito que quem encara a morte com serenidade é porque sabe que aproveitou a vida da melhor forma que podia e sabia. 🙂

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