Cemitério de pianos 1

No momento leio Cemitério de Pianos de José Luis Peixoto,

“Tirou-lhe o papel da mão e, sem parar de olhá-la nos olhos, amarrotou-o

abriu o papel, olhou-o com desprezo e levantou o olhar para ela com mais desprezo

fúria, rasgou o papel em pedaços incertos. Rasgou os pedaços em pedaços ainda mais pequenos até já não ser capaz de rasgar mais

a olhar para a Maria como se fosse capaz de matá-la

lançou os papéis no ar, deu um encontrão na cadeira, atirou a cadeira de encontro à mesa e ficou calado, a respirar pelo nariz e a olhar para a Maria como se fosse capaz de matá-la

como se fosse capaz de matá-la”
No papel amarrotado e rasgado estava escrito:

Imperdível!

Adoro quando alguém me conta sua história de vida. O que foi que aconteceu para que se tornasse o que é, e se encontrasse onde está. Brincando, costumo dizer que me interesso mais em conhecer o milagre, do que o próprio santo. Outras vivências, com suas múltiplas escolhas e modos de pensar diferentes das minhas, me fascinam. As possibilidades são tantas! Cada um de nós guarda uma história repleta de alegrias, tristezas e frustrações, que se fosse conhecida e chegasse às mãos da pessoa certa, daria um belo livro ou um filme maravilhoso.

Foi essa multiplicidade de histórias que me empolgou no livro “Os imperfeccionistas”. Gostei da forma como o autor descreve em capítulos enxutos e precisos, as situações absurdas, conflitantes e constrangedoras, de onze personagens, mulheres e homens, com os quais nos identificamos, nos solidarizamos ou não, mas que não nos deixam indiferentes. Todos têm em comum o fato de trabalharem para o mesmo jornal que já teve seus dias de apogeu, mas que agora se encontra em franco declínio. Conheci suas motivações profissionais e respectivas vidas pessoais e à medida que terminava de ler um capitulo pensava “e não é que este personagem é igualzinho a fulano que conheço?”.

Os imperfeccionistas

Tom Rachman

Editora Record

R$42,90

O pote mágico

Sei o nome do vizinho, do irmão malvado do vizinho, de seus amigos, mas não do menino que nos conta a história.

Menino mora numa favela da cidade de São Paulo, e deve ter quase 9 anos. Brinca com seus amigos de soltar capucheta (a prima pobre da pipa), de pega-pega e de esconde-esconde.

Quando tem de enfrentar um perigo, coloca a máscara do Batman, agarra na espada do Zorro e parte prá ação.

Menino é curioso, e mais ainda ficou, quando soube do Pote Mágico do vizinho. O que teria dentro dele?

Disseram-lhe que é uma massinha azul, meio transparente, muito linda, que faz bolinhas de gude, mas ele precisa ver com os próprios olhos.

Não vai ser fácil, se quiser ver, vai ter que pagar. Como conseguir dinheiro?

Menino faz um pouco de tudo. Cata papelão, latas velhas, livros jogados no lixo e leva para o dono do ferro-velho, que usa um chapéu de cowboy; vai com um amigo até o centro da cidade, e toma conta do carro de uma senhora que foi fazer compras no supermercado; tenta vender os  gibis de que tanto gosta…

Finamente consegue os R$ 5,00 necessários para poder olhar dentro do Pote Mágico! Corre para a casa do vizinho e aí… Ah, aí é outra história!

Não sei se gostei mais da história contada por Ferréz, escritor paulista, ou das lindas ilustrações feitos por Rodrigo Abrahim, com lápis, guache e tinta acrílica.

No entanto, tenho uma certeza: Que sorte, se puder ler este livro para seu filho, sobrinho, neto… ou para qualquer criança que sentar ao seu lado. Você não vai se arrepender.

O pote mágico

Ferréz / Rodrigo Abrahim

Editora Planeta Infantil

R$ 29,90

A mina de ouro

Encontrei a minha mina de ouro!

Cheiinha de muitos e muitos livros! Romances, Culinária, Guias de Viagem, Infantis… e Cadernos, Bloquinhos, Canetas de todas as cores!

Eu quero essa Livraria todinha para mim!

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