Sobre mim

Moro há mais tempo no Brasil do que em Portugal, onde nasci. Foi aqui que finquei minhas raízes, mas foi lá que me apaixonei pela leitura.

O nome de meu blog homenageia uma revista que costumava ler quando criança, chamada “Fagulha”.  Recentemente ao pesquisar na internet soube que era publicada por uma organização salazarista, direcionada às crianças e jovens portuguesas, e que tinha uma intenção doutrinária subliminar. Com a Revolução dos Cravos a revista deixou de ser impressa, mas a descoberta da leitura prazerosa que ela me proporcionou, estava definitivamente consolidada.

Posso dizer que realizei o sonho de todos aqueles que amam ler, trabalhei numa livraria. Na verdade foram duas no Rio de Janeiro, ”Bookmakers” e “Argumento” e uma em Salvador, “Galeria do Livro”.

Era maravilhoso poder trocar ideias com os clientes, falar dos livros que havia lido e receber em troca suas opiniões e indicações. Encontrar na estante o livro que o cliente havia procurado em outros lugares, e ver seu sorriso de satisfação ao tê-lo nas mãos, proporcionava-me uma alegria toda especial. Toda a caixa que chegava com os lançamentos era como se fosse um presente de Natal ou aniversário para mim.

No entanto tinha e continuo tendo uma única aflição. Sei que jamais darei conta de ler todas as novidades que me interessam e que chegam quase que diariamente às livrarias. Se pudesse seria como aquele personagem do filme Matrix que ao inserir um artefato no corpo, ficou sabendo em poucas horas algo que em condições normais demoraria anos para aprender.

Foram as saudades dessa troca de opiniões que me levaram a criar o blog “fagulha de ideias”.

Se me perguntassem qual é a minha profissão, gostaria de poder responder que sou Leitora. E será como leitora que darei opinião sobre o que li, sem qualquer pretensão de fazer qualquer crítica literária – porque inclusive não tenho essa competência.

Apesar de emendar a leitura de um livro com outro, não sou voraz. Normalmente demoro uns quinze dias para ler um livro e dependendo do tamanho, três semanas. Por isso não terei a preocupação em escrever sempre sobre os últimos lançamentos. Por sorte livro ainda não é um produto que entre e saia de moda. Eventualmente poderá ser o centro de conversas e discussões do momento, mas se ele tiver valor poderá ser lido e comentado daqui a alguns meses, anos e até mesmo séculos.

A todos que me acompanharem desejo boas leituras.

                                                                                                              (Ana) Paula Piano Simões