Por que gosto de presentar com livros

Três pequenos livros

Não tenho nada contra oferecer à anfitriã do jantar ou almoço para o qual fui convidada, uma caixa de sabonetes perfumados ou uns deliciosos bombons, mas presentear com um livro é tão mais a minha cara!

Há quem alegue não conhecer o gosto da dona da casa ou que os livros são tão caros… Desculpas, são apenas desculpas. Há livros para todos os gostos, desde aqueles com temas bem genéricos até os que cabem em qualquer orçamento. Vai me dizer que R$ 12,90 é caro?

Pois é esse o preço de O Pequeno Livro das Fábulas, um mimo que pode ser oferecido separadamente ou junto com O Pequeno Livro das Orações e O Pequeno Livro da Sabedoria.

São três livros despretensiosos, no tamanho certo para serem colocados na bolsa e lidos a qualquer hora do dia. Antes de dormir oferecem momentos de reflexão e são inspiradores para começar bem um  novo dia.

As diversas fábulas, pensamentos e orações reúnem tradições e ensinamentos de vários mestres da atualidade, como Monja Cohen, Divaldo Franco, Dom Pedro Casaldáliga, Professor Hermógenes e outros mais.

A minha história favorita é O Banquete:

(…) Um venerável sábio foi conduzido às esferas do mundo invisível para conhecer como era o céu e o inferno. Primeiro ele foi levado ao inferno, um salão suntuoso, em que as pessoas sentavam-se em volta de uma mesa enorme, com toda a sorte de alimentos deliciosos. Mas o clima entre os convivas era de desespero, pois para comer, tinham que usar pauzinhos muito compridos; assim embora estivessem famintos, não conseguiam levar a comida à boca. O mestre, então foi conduzido ao céu, onde viu um cenário praticamente idêntico: o mesmo salão, com pessoas em torno de uma grande mesa repleta de comida, e todas com pauzinhos compridos na mão. Porém, o clima por lá era de alegria e satisfação. E o sábio viu a razão: no céu, uns colocavam comida na boca dos outros.

(O Pequeno Livro das Fábulas)

Por que gosto de presentear com livros? Porque os sabonetes terminam, os bombons engordam. Mas os livros? Ahh, esses permanecem e podem ser apreciados por muito tempo!

 

 

 

  • O Pequeno Livro das Fábulas – histórias inspiradoras para você ficar de bem com a vida (2012)

Lauro Henriques Jr. (organizador)

Editora Leya

R$ 12,90

  • O Pequeno Livro das Orações – preces de grandes mestres da atualidade para você começar bem o dia (2012)

Lauro Henriques Jr. (organizador)

Editora Leya

R$ 9,90

  • O Pequeno Livro da Sabedoria – ensinamentos de grandes mestres para você ter uma vida mais feliz (2012)

Lauro Henriques Jr. (organizador)

Editora Leya

R$ 9,90

 

 

A Casa Redonda

A casa redondaQuando terminei a leitura de A Casa Redonda me perguntei se daria este livro de presente ou o recomendaria a algum cliente, caso ainda trabalhasse numa livraria. Fiquei indecisa.

Quero dizer então que não gostei do livro? Também não é isso. Mas foi uma leitura intercalada por  momentos de entusiamo com outros de descontentamento.

A história gira em torno de um crime brutal ocorrido numa reserva indígena norte americana, no final dos anos 80.

O narrador é um garoto de 13 anos, filho da vítima. O pai é o juiz da tribo, e apesar de não contar com a cooperação da mulher, quando finalmente descobre quem é o culpado, fica de mãos amarradas por questões legais. A mãe não tem como afirmar com segurança onde o crime foi cometido, e esse detalhe burocrático permite que o agressor continue circulando impunemente.

A Casa Redonda não é para açodados. Há que apreciar a descrição das tradições indígenas; a preocupação amorosa do pai em relação ao filho, para que este não se contamine com a crueza do mundo adulto; e o altruísmo da amizade incondicional que só é possível quando se é jovem.

Gostei da maioria dos personagens, mas muitas histórias paralelas se estenderam desnecessáriamente, acabando por se diluir na narrativa e perdendo a força inicial.

Será que fui rigorosa demais ou, quem sabe, li A Casa Redonda no momento errado?

De vez em quando esse tipo de percalço acontece, nem sempre acerto na escolha do que estou com vontade de ler no momento.

Meu veredicto final? Gostei, mas não empolgou.

A Casa Redonda, de Louise Erdrich, foi o grande vencedor do prestigiado prêmio literário norte americano National Book Award de 2012.

 

  • A Casa Redonda

Louise Erdrich

(2014)

R$ 36,90

E-Book R$ 23,66

O Livro Sem Figuras

 

O-livro-sem-figuras

Há muito tempo não me divertia tanto com um livro infantil sem uma única ilustração e sem uma história para contar!

Escrito pelo ator e comediante norte-americano B. J. Novak – mais conhecido por suas atuações na minisérie The Office e no filme Bastardos Inglórios – O Livro Sem Figuras é uma gargalhada gostosa do início até a última página.

Trata-se de um livro que precisa ser lido em voz alta, quer seja por um adulto ou por uma criança maior, que dirá palavras malucas como: Borongotango, Glúbidi-Glóbite e Xablau!!

O Livro Sem Figuras é muito engraçado, e com toda a certeza criará momentos maravilhosos entre filhos e pais, alunos e professores e todos os que tiverem o prazer de o ler e escutar.

 

  • O Livro Sem Figuras

B. J. Novak

Editora Intrínseca (2015)

R$ 29,90

E-Book R$ 19,90

 

Confira o CALENDÁRIO de CONTAÇÃO de O Livro Sem Figuras:

Belo Horizonte
Dia: 21/6, domingo
Horário: 16h
Local: Livraria Leitura BH Shopping
Endereço: Rod. BR 356, 3049 | Loja OP51 — Belvedere

Porto Alegre
Dia: 4/7, sábado
Horário: 16h
Local: Saraiva Praia de Belas Shopping Center
Endereço: Av. Praia de Belas, 1.181 | Piso 2 — Praia de Belas

Recife
Dia: 4/7, sábado
Horário: 17h
Local: Livraria Cultura Shopping Rio Mar
Endereço: Av. República do Líbano, 251 | Piso L2 — Pina

Curitiba
Dia: 5/7, domingo,
Horário: 16h15
Local: Livrarias Curitiba – ParkShopping Barigui
Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 | Loja T17 — Campina do Siqueira

Salvador
Dia: 5/7, domingo
Horário: 17h
Local: Livraria Cultura Salvador Shopping
Endereço: Av. Tancredo Neves, 3.133 | Piso L2 — Caminho das Árvores

São Paulo
Dia: 5/7, domingo
Horário: 17h
Local: Livraria Cultura Shopping Villa-Lobos
Endereço: Avenida Nações Unidas, 4.777, Piso 2 | Loja 245 — Jardim Universidade Pinheiros

 

 

O cérebro de Hugo

 

Costumo acessar o Facebook mais vezes do que gostaria e admito que o novo hábito (ou vício) rouba-me um tempo precioso que deveria ser dedicado a afazeres  mais construtivos.

Claro que gosto de ver as fotos dos amigos, ler os pensamentos inspiradores, as receitas infalíveis de sucos que ajudam a emagrecer e assistir a dezenas de vídeos engraçadinhos, mas quando finalmente resolvo dar um basta nesse rolo infinito de informações, quase sempre me pergunto:  O que sobrou de tudo isto, valeu a pena?

No entanto, por vezes sou surpreendida. Recentemente, abri com alguma displicência um video francês legendado, que alguém postara na minha linha do tempo.

Durante uma hora e quarenta minutos, emocionei-me profundamente com o sensível documentário-ficcional O cérebro de Hugo, realizado por Sophie Révil, que aborda um tema incômodo e ainda não muito bem compreendido: o autismo.

O documentário intercala a história de Hugo – reunindo em um único personagem os múltiplos obstáculos vividos por diversas pessoas – com os depoimentos reais de crianças, adolescentes e adultos, portadores dessa síndrome que compromete as habilidades de comunicação e interação social.

Recordei que até há bem pouco tempo (início dos anos 1980) vigorava a tese do psicólogo Bruno Bettelheim, pela qual as crianças se enclausuravam em si mesmas para se protegerem da frieza emocional de suas mães, apelidadas de “mães geladeiras”.

Não consigo mensurar o sofrimento vivido por essas mulheres que, ao procurarem ajuda, eram apontadas como responsáveis pelo insucesso comportamental de seus filhos.

O documentário retrata a dificuldade que os autistas têm em interagir com familiares e estranhos, e os esforços feitos por todos aqueles que os amam para que consigam criar laços afetivos e explorar suas capacidades intelectuais e artísticas.

O cérebro de Hugo é uma ponte que cruza um rio caudaloso, repleto de redemoinhos traiçoeiros, como a ignorância e o preconceito. No entanto, quem conseguir chegar à outra margem, perceberá que eles, assim como nós, desejam apenas ser aceitos e amados.

 

 

Para conhecer um pouco mais sobre o tema, recomendo a leitura de O filho antirromântico, escrito por uma mãe e professora de literatura, Priscilla Gilman.

O-filho-antirromantico

 

  • O Filho Antirrromântico

Priscilla Gilman

Editora Companhia das Letras

R$ 39,90

E-Book R$ 27,90

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