Índia, ainda ela

Foi quando me encontrava na metade de Em busca de um final feliz que lembrei de outros títulos, lidos há tempos, que retratam a Índia e foram escritos por autores indianos.

Não sei se foi Salmon Rushdie, com seus Versos Satânicos, o responsável por abrir as portas das livrarias ocidentais aos seus conterrâneos, mas desde então não pararam de chegar boas histórias às nossas estantes.

Nos últimos anos li três excelentes livros:

Um-delicado-equilíbrio

Um delicado equilíbrio de Rohinton Mistry que infelizmente está esgotado. Recordo que as mais de setecentas páginas não me assustaram e tão embrenhada estava na vida dos personagens que chorei quando terminei de o ler. Segundo o jornalista Zeca Camargo* foi um dos livros mais tristes que leu até então, mas cuja leitura recomendava vivamente assim como eu também.

Sua resposta vale um bilhão de Vikas Swarup foi editado em 2006 pela Companhia das Letras. O livro teve uma adaptação para o cinema em 2009 e ganhou 8 estatuetas do Oscar – inclusive a de melhor filme. Se por acaso não leu ou não viu o filme, não deixe de o  fazer. Sugiro, no entanto, que comece pelo livro. A história é empolgante, mas, como sempre, existem alterações na narrativa quando esta  é adaptada para o cinema.

Sua-resposta-vale-um-milhão

O Tigre Branco de Aravind Adiga, editado pela Nova Fronteira, recebeu em 2008 o Man Booker Prize na categoria romance. Através de uma carta endereçada a um ministro chinês, que em breve visitará seu país, o personagem conta como – para ascender na vida – precisou matar o próprio patrão. Cruel, inteligente, sarcástico e, acredite se quiser, divertido, trata-se de outra leitura imperdível.

O-tigre-branco

Mas a lista não termina por aqui. Seguindo a linha jornalística de Em busca de um final feliz, pacientemente, aguarda na estante por minha atenção,  Bombaim, cidade máxima de Suketu Mehta.

Bombaim-cidade-maxima

Foi por indicação de Cora Ronái que dei, há uns dois anos atrás, esse livro de presente para meu marido. Pois bem, agradei em cheio! Segundo a opinião dele foi um dos melhores livros que leu em muito tempo.

 

 

 

 

 

 

* jornalista brasileiro e apresentador do programa Fantástico da rede Globo de televisão.

Os 11 mais vendidos na FLIP 2012

Desta vez não foi um livro o campeão de vendas na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), realizada entre os dias 4 e 8 de julho, mas o DVD “Uma palavra depois da outra: a arte da escrita”, que celebra os dez anos da Flip com material das apresentações de cem autores que passaram por ela desde 2002.  O material é uma iniciativa da Associação Casa Azul, realizadora da Flip, e tem a supervisão artística do fundador e Diretor-Geral da Flip Mauro Munhoz, a curadoria de Flavio Moura responsável pela programação do evento entre 2008 e 2010 e a direção de Gustavo Moura.

Os 10 livros mais vendidos  foram:

1- Sagrada família, Zuenir Ventura (Alfaguara, 232 pp., R$ 36,90)

2- Bonsai, Alejandro Zambra (Cosac Naify, 64 pp., R$ 23)

3– Box Drummond, Carlos Drummond de Andrade (Best Bolso, R$ 39,90)

4- Serena, Ian McEwan (Companhia das Letras, 384 pp., R$ 39)

5- A visita cruel do tempo, Jennifer Egan (Intrínseca, 336 pp., R$ 29,90)

6- O africano, J.M.G Le Clézio (Cosac Portátil, 128 pp., R$ 21,90)

7- Granta 9 – Os melhores jovens escritores brasileiros, Vários (Objetiva, 288 pp., R$ 34,90)

8- O retorno, Dulce Maria Cardoso (Tinta da China, 272 pp., R$ 39)

9- Bombaim – Cidade máxima, Suketu Mehta (Companhia das Letras, 512 pp., R$ 58)

10- Toda Rê Bordosa (Quadrinhos na Cia, 220 pp., R$ 64)

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