Um outro país para Azzi

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Sarah Garland, autora da novela gráfica Um outro país para Azzi está de parabéns por abordar um assunto tão sofrido, como o dos refugiados, sem resvalar no proselitismo ideológico ou na desesperança.

Com sensibilidade ela retrata os medos e angústias de uma menina que por conta da guerra precisa fugir no meio da noite, deixando para trás tudo o que até então era o seu mundo: a casa, brinquedos, amigos, escola e, o mais difícil de tudo, a avó a quem ama muito.

Azzi e os pais têm sorte de encontrar asilo num país com uma boa infraestrutura para os receber. Infelizmente não é isso que normalmente acontece. É muito comum famílias de refugiados passarem anos morando em acampamentos super populosos e insalubres.

Ser um exilado é muito doloroso e deixa cicatrizes para a vida toda, e a leitura de Um outro país para Azzi me fez pensar em outras situações menos dramáticas, mas, assim mesmo, muito difíceis. A vida daqueles que, por circunstâncias adversas, precisam emigrar.

Por mais que encontrem o apoio de conterrâneos ou parentes, as dificuldades de adaptação costumam ser imensas. Sem contar que terão que superar a desconfiança dos que os consideram pessoas de segunda classe, ou usurpadores de postos de trabalho.

A novela gráfica Um outro país para Azzi  é indicada para o publico infanto-juvenil, mas são tantas as reflexões que provoca, que com certeza agradará também o leitor mais experiente.

 

  • Um outro país para Azzi (2012)

Sarah Garland

Editora Pulo do Gato

R$ 42,10

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