Livre (Wild) – Trilha Sonora

No livro “Livre – a jornada de uma mulher em busca do recomeço” Cheryl Stayed cita diversas canções: Uma ou outra que sua mãe gostava, outras que lhe serviram de estimulo quando pensou em desistir da caminhada e aquelas que ajudaram a afastar o tédio e por vezes o medo. Algumas canções ela escutou ou foram cantadas por terceiros durante a caminhada pela Pacific Crest Trail.

Esta é a sequência da trilha sonora conforme aparece no livro:

Paper roses (Marie Osmond)
http://www.youtube.com/watch?v=pCHNHiADRxo

Country Roads (John Denver)
http://www.youtube.com/watch?v=znN8m0KAOGI

Gun (Uncle Tupelo)
http://www.youtube.com/watch?v=bbei3IAnUEs

Something about what happens when we talk (Lucinda Williams)
http://www.youtube.com/watch?v=7fT0MDQKew0

Smells like teen spirit (Nirvana)
http://www.youtube.com/watch?v=XH332wYtO6w

The most beautiful girl in the world (Charlie Rich) – minha favorita
http://www.youtube.com/watch?v=gzr2v9yNiEk

Pride and joy (Stevie Ray Vaughan)
http://www.youtube.com/watch?v=0vo23H9J8o8

Texas flood (Stevie Ray Vaughan)
http://www.youtube.com/watch?v=gzr2v9yNiEk

A case of you (Joni Mitchell)
http://www.youtube.com/watch?v=6voJjexENok

You shook me all night long (AC/DC)
http://letras.mus.br/ac-dc/608/

Red River Valley (George Strait)
http://www.youtube.com/watch?v=PupeWwhMbQc

Box of Rain (Grateful Dead)
http://www.youtube.com/watch?v=V4SqDx1vi4c

Harvest Moon (Neil Young)
http://www.youtube.com/watch?v=RMA-_ElvKsk

Um passo após o outro

Livre-Cheryl-StrayedForam quase 1.800 quilômetros andados a pé. Não, você não leu errado não, foi essa a distância percorrida, durante três meses, por Cherryl Strayed autora de “Livre – a jornada de uma mulher em busca de reconhecimento”.

Para ter uma noção do que isso significa, imagine uma caminhada feita em linha reta de Salvador a Curitiba (1.787,66 Km) ou então de Lisboa à Antuérpia (1.747,23 Km), longe não? E se disser que durante metade do trajeto foram usadas botas um número menor do que o correto? Dói só de imaginar!

Mas foi isso o que a autora fez há quase 16 anos atrás. Na época sua vida estava uma bagunça. Apesar de já terem transcorrido quatro anos desde a morte prematura da mãe, provocada por um câncer extremamente agressivo, Cherryl ainda não havia conseguido superar e aceitar a perda. O casamento, com o homem que amava, destruía-se rapidamente por causa das  traições que ela mesmo provocava, e como desgraça pouca é bobagem, “brincava” perigosamente ao se injetar com heroína.

O que a levou a trilhar a Pacific Crest Trail (PCT), sózinha e sem preparo físico, indo do deserto de Mojave, no sul da Califórnia, até à fronteira do estado de Oregon com Washington? Provavelmente, encontrar a pessoa que era antes de sofrer tantas perdas e curar, segundo suas palavras, o buraco que levava no coração.

Acompanhei com interesse as jornadas de Cherryl. Tanto a física – penosa na maior parte do tempo, mas repleta de paisagens deslumbrantes que se sobrepunham às dificuldades naturais da trilha; assim como a jornada interior e emocional– difícil de ser encarada, mas que no meio do silêncio e tranquilidade contagiante da natureza a forçaram a enfrentar os próprios fantasmas e medos.

Confesso que várias corri para a internet para pesquisar os lugares por onde ela passou e me deliciei sonhando em fazer as viagens oferecidas pela mega loja REI onde a autora comprou as roupas, mochila (apelidada de “a monstra”, de tão grande e pesada que era), e toda a parafernália necessária para efetuar sua aventura.

O livro chegou às livrarias dos EUA em março do ano passado e rapidamente obteve grande sucesso de vendas. Os direitos autorais foram comprados pela atriz Reese Whitherspoon e em breve deveremos vê-la interpretar o papel de Cheryl Strayed no cinema. Um filme para ser visto, boa história e visual de tirar o folego de qualquer um!

lake crater

Livre – a jornada de uma mulher em busca de recomeço

Cheryl Strayed

Editora Objetiva

R$ 39,90

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