Como Ser As Duas Coisas (ou nenhuma)

Tenho uma palavra para dizer como me senti quando comecei a ler Como Ser As Duas Coisas de Ali Smith: Decepcionada. Ok, uma segunda: Frustrada. Bom, quem diz duas palavras diz três: Zangada.

Nunca tinha lido nada dessa autora de quem só ouvi falar maravilhas. O livro foi finalista do Man Booker Prize 2014 e ganhou diversos prêmios. Enfim, só podia ser coisa boa. Toda empolgada comecei a ler a primeira pagina e não entendi nada. Insisti mais um pouco e continuei na mesma. Deveria ser o cansaço. Fechei o livro e apaguei a luz.

Na manhã seguinte, a primeira coisa que vi na mesinha de cabeceira foi o livro, e fiquei um tantinho mal humorada. Antes mesmo de por o pé no chão decidi que a experiência da noite anterior não iria me intimidar, e retomei a leitura.

 

“Ho isso aqui se contorce à maravilha é veloz como um                                                                         

peixe puxado pela boca no anzol                                                                                                             

se um peixe pudesse ser pescado através de uma                                                                              

parede de dois metros de espessura ou uma                                                                                  

 flecha se uma flecha pudesse voar numa mansa                                                                                    

espiral como a mola de um caracol ou uma                                                                                        

estrela com cauda se a estrela fosse arremessada                                                                                    

ao alto além de larvas e vermes e (…)”

 

E por aí vai. Li e reli umas três vezes, espiei as páginas seguintes e percebi que a escrita continuava sem fazer o menor sentido para mim.

Como diz um amigo, “detesto livros ou filmes que são mais inteligentes que eu!” Decepcionada, frustrada e zangada deixei-o de lado. Não valia a pena insistir quando não tenho tempo para ler tudo o que desejo.

Fui à pilha que não para de crescer, e peguei o terceiro volume da tetralogia da Elena Ferrante, História De Quem Foge e De Quem Fica. Deste eu tenho certeza que vou gostar.

 

  • Como ser as duas coisas

Ali Smith

Companhia das Letras

R$ 59,90

E-Book R$ 39,90

 

  • História de quem foge e de quem fica

Elena Ferrante

Editora Globo (coleção Biblioteca Azul)

R$ 44,90

 

Troquei o protetor solar por livros

pilha-de-livros-ii

Aguardo ansiosa a chegada do último encontro anual com as amigas que fiz e mantenho desde a época em que trabalhei numa faculdade baiana.

Cada vez que nos reunimos comemoramos não só as aniversariantes do mês, mas também os aniversários dos meses próximos.

Com antecedência, cada uma diz o que gostaria de receber e as outras se cotizam para oferecer um único presente. Adivinhem quem vai comemorar no próximo encontro? E adivinhem o que vai pedir?

Apesar de ter escolhido, não sei quais são os livros que receberei. Essa incógnita mantém a surpresa do presente, uma agradável e aguardada surpresa!

A lista está pronta e é bem eclética. Tem ganhadores de prêmio Nobel de Literatura, escritores africanos, europeus, americanos e um suspense psicológico.

Mas os autores brasileiros ficaram de fora?  Não. Na estante tenho O que os cegos estão sonhando?, de Noemi Jaffe e em breve chegará a encomenda de  Allegro ma non troppo, da escritora brasiliense Paulliny G Tort.

Os escolhidos deste ano são:

Os Pescadores – Chigozie Obioma / Globo Livros

Enclausurado – Ian McEwan / Cia das Letras

A guerra não tem rosto de mulher – Svetlana Aleksiévitch / Cia das Letras

Como ser as duas coisas – Ali Smith / Cia das Letras

Destinos e Fúrias – Lauren Groff / Intrínseca

Cinco Esquinas – Mário Vargas Llosa / Alfaguara

Um grão de trigo – Thiong’o, Ngugi Wa /Alfaguara

Nem tudo será esquecido – Wendy Walker / Planeta

A livraria mágica de Paris – Nina George – Record

E qualquer outro de Elena Ferrante que não faça parte da série Napolitana. É difícil de acreditar, mas tenho uma cunhada tão especial e generosa que trouxe de Portugal os quatro (eu disse os quatro!) livros que compõem a coleção. Dá para imaginar o peso e espaço que ocuparam na mala?

Graças às aquisições que faço e aos presentes que recebo, tenho um estoque considerável de leitura para enfrentar o calor de Salvador. Neste verão acho que vou economizar no protetor solar.

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