Allegro ma non troppo

Será que ao terminar a leitura de Allegro ma non troppo os leitores fizeram o mesmo que eu e procuraram curiosos pelo concerto para violino de Dvorák?

Eu já apreciava o trabalho da escritora brasiliense Paulliny Gualberto Tort, mas, por descuido, deixei que o seu primeiro romance ficasse esquecido embaixo de tantos outros que se acumulam numa pilha de crescimento interminável.

A notícia de que o livro era um dos semifinalistas ao Prêmio Literário Oceano de 2017 fez, no entanto, que o resgatasse lá do fundo e o passasse à frente dos outros.

Em Allegro ma non troppo , Paulliny narra a busca empreendida por  Daniel, um jovem violinista de 20 anos, para encontrar o irmão mais velho que sumiu por vontade própria e deixou a mãe  amargurada.

Gostei bastante da maneira como a autora incorporou  e soube exteriorizar o psicológico do principal personagem masculino. Assim como apreciei a forma como integrou as peculiaridades de Brasília e arredores ao cenário da trama. É palpável o carinho que a autora nutre por sua cidade natal.

O texto flui limpo e ágil, sem excessos, com descrições enxutas de lugares e sentimentos. Os personagens se entrelaçam de forma surpreendente, e o final do livro é original e inusitado.

Mais não digo para não estragar o prazer de quem se interessar em conhecer o trabalho de uma jovem escritora que pisa com o pé direito no cenário literário nacional.

 

  • Allegro ma non troppo

Paulliny Gualberto Tort

Editora Oito e Meio

R$ 39,90

 

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