Novidades & Críticas literárias # 2

Revisor secreto

Apesar de levar todos os créditos, tenho que confessar que meus posts são produzidos a quatro mãos. Não há um texto que coloque no blog que não passe antes pelo meu “revisor secreto”. Ele é o expert em vírgulas e eu a negação.

Como mora em outro estado, trocamos mensagens via e-mail. Normalmente concorda com o que escrevo e não costuma dar muitos pitacos. Entretanto no último post não se conteve e soltou o verbo:

Só porque você gosta de livros e quer que tenha mais gente interessada em leitura, ou outros não podem fazer nenhuma crítica negativa?* Todo mundo é obrigado a escolher jogar confete ou ficar calado? Não gostei da conclusão.

Sozinha, dei boas risadas com seu comentário, mas mesmo assim mantive a minha opinião.

Criticando outra frase que eu escrevera: “definitivamente isso não é verdade!” meu revisor retrucou com filosofia:

O que é a “verdade”? Podemos discutir o conceito depois, mas não sei se você pode dizer que a crítica que ela faz não é verdadeira.

Neste caso acatei a sugestão. Afinal quem sou eu para dizer o que é verdade ou não? As verdades são tantas quantas forem as opiniões das pessoas sobre o objeto analisado.

Acredito que houve da minha parte um exagero de assertividade (muito comum nos tempos atuais, diga-se de passagem) e também preguiça em explicar melhor porque gostara do livro A vida invisível de Eurídice Gusmão.

Não sou crítica literária, nem fiz faculdade de letras, portanto não sei analisar um romance com todos os esses e erres. Simplesmente gosto ou não gosto. Muitas vezes pressinto que estou diante de algo excepcional e outras vezes que é melhor largar o que estou lendo para não perder mais tempo.

No livro de Martha Batalha, o que mais me agradou  foi a escrita leve e inteligente, própria de uma contadora de histórias. Como costuma acontecer numa boa conversa, a autora faz desvios para descrever personagens e narrar eventos paralelos que terminam por explicar melhor o porquê do que está acontecendo. Esses volteios são como pequenas bifurcações que vão dar a lugar nenhum, mas embelezam uma leitura descontraída e não comprometem a história como um todo.

Espero que desta vez tenha ficado mais claro porque recomendo A Vida invisível de Eurídice Gusmão.

  • Revisão da própria revisão

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