Ainda o melhor romance policial

Um grito terrível, um brado de horror e angústia, explodiu no silêncio do pântano. Esse grito medonho gelou o sangue em minhas veias.

O Cão Dos BaskervilleEnquanto lia “O cão dos Baskerville” perguntava a mim mesma, como era possível não ter lido nenhuma aventura de Sherlock Holmes, o maior detetive da literatura mundial? Como pudera ignorar, por tanto tempo, as histórias do famoso personagem criado por Sir Arthur Conan Doyle?

A ambientação do romance não poderia ser mais sugestiva – primeiro, as ruelas congestionadas de Londres, onde espiões perseguem suas vítimas em cabriolés; depois a mansão sombria da família Baskerville, cercada de traiçoeiros pântanos que engoliam todos aqueles que desconhecessem o caminho correto de os atravessar, não importando se fosse homem ou animal.

Enquanto lá fora caía uma chuvinha fina (sem ilusões… moro em Salvador, a temperatura era de 25º) passei boas horas entretida com a leitura deste clássico de suspense, publicado inicialmente, em uma revista inglesa, entre agosto de 1901 a abril de 1902.

Um cão maligno e feroz matara, em épocas diferentes, dois membros da família Baskerville e tudo levava a crer que pretendia fazer o mesmo com o atual herdeiro da mansão. Sherlock Holmes e seu fiel amigo Watson são chamados para desvendar o mistério. De onde veio o animal? Faria ele parte do mundo dos vivos ou fugira dos infernos?

Considerado um dos primeiros best-sellers do século 20, este romance policial, ganhou nova edição de Bolso de Luxo pela editora Zahar. O livro vem com texto integral, 40 ilustrações originais e excelente tradução de Maria Luiza A. Borges, detentora de diversos prêmios nessa área.

Entre as muitas edições que podem ser encontradas nas livrarias, existe uma destinada ao publico infanto-juvenil que me agrada bastante. Publicada pela Companhia das Letras, “O cão dos Baskerville” teve o texto abreviado, possui bonitas ilustrações e oferece informações sobre o autor e a época em que transcorre a história. Faz parte da coleção “Clássicos Infantis”, composta de 14 títulos, entre os quais “20000 Léguas submarinas”, “Oliver Twist” e “Robinson Crusoé”.

O cão dos Baskerville CL

Não há pontas soltas na história, mas encontrei um pequeno deslize cometido pelo famoso detetive. Ao deduzir como uma das vítimas teria morrido afirmou: “É claro que sabemos que um cão não morde um cadáver (…)“.

Lamentavelmente, meu caro Sr. Holmes isso não é verdade. Durante o Egito Antigo os cães comiam cadáveres e por isso eram reverenciados como conhecedores dos segredos do outro mundo. Mais tarde, durante a Idade Média, chegaram a perder o prestígio de melhor amigo do homem por se alimentarem dos corpos das vítimas da Peste Negra.

O cão é um animal carnívoro e se estiver esfomeado comerá o que aparecer à sua frente. Infelizmente, foi dessa forma macabra que os comparsas de Bruno ex-goleiro do Flamengo deram sumiço ao corpo da amante dele assassinada em 2010. Mas essa é outra história, uma terrível e verdadeira história de terror.

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