Biblioteca Viva

indios-munduruku

O Brasil será, mais uma vez, o convidado de honra da Feira do Livro de Frankfurt a ser realizada entre os dias 9 e 13 de outubro deste ano. O lema escolhido foi “Brasil, um país cheio de vozes e de permanente recriação cultural”

Setenta autores representarão o país. Na categoria infanto-juvenil os selecionados foram: Ana Maria Machado, Angela-Lago, Daniel Munduruku, Eva Furnari, Fernando Vilela, Marina Colasanti, Mauricio de Sousa, Pedro Bandeira, Roger Mello, Ruth Rocha e Ziraldo.

Aproveitando a proximidade das comemorações pelo Dia do Índio (19 de abril) procurei conhecer melhor a obra de Daniel Munduruku.

Confesso que não conhecia o maravilhoso trabalho deste escritor indígena, nascido em Belém do Pará, que já tem mais de 40 livros publicados, é graduado em Filosofia, licenciado em História e Psicologia, possuidor de mestrado em Antropologia Social e doutorado em Educação pela USP.

Seus livros já ganharam vários prêmios no Brasil e no exterior:

Munduruku,  quer dizer formigas guerreiras, e é o nome de um dos povos indígenas que vivem no interior da Amazônia, ao qual Daniel pertence.

Foram os anciães da tribo, considerados autênticas “bibliotecas vivas”, que ensinaram Daniel a contar histórias. Para os povos indígenas a natureza é o Grande Livro, a professora que não deixa as crianças esquecerem a magia interna que cada uma possui, e a importância de manter um constante diálogo com os espíritos da floresta. O autor acredita que sem a transmissão dessas histórias, contadas de geração em geração, o coração enfraquece e fica doente.

Em entrevista concedida ao jornalista e antropólogo Spensy Pimentel, Daniel Munduruku expressa preocupação com a construção da barragem hidrelétrica, no rio Tapajós, que, forçosamente, expulsará seu povo assim que as terras forem inundadas.

Comenta também sobre a nova consciência que surge entre os jovens indígenas, interessados em utilizar as ferramentas modernas para divulga os costumes que aprenderam e receberam dos ancestrais. Com essa atitude pretendem continuar a valorizar e honrar seus antepassados, e participar de forma mais ativa na construção de uma sociedade igualitária e respeitadora das diferenças étnico-sociais. Tarefa que Daniel Munduruku vem fazendo com brilhantismo há muito tempo.

Um-dia-na-aldeiaO último livro que publicou foi Um dia na aldeia da editora Melhoramentos, indicado para crianças maiores de 6 anos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: