Quando o desenho é para ser lido

1º festival de ilustração Bahia

Terminou neste sábado o 1º Festival de Ilustração e Literatura da Literatura da Bahia.

Participei de duas oficinas com o escritor e ilustrador Odilon Moraes, que chegou carregado com pesadas pilhas de livros, ilustrados por artistas estrangeiros e nacionais.

As duas tardes foram curtas para ver e falar sobre todos eles, mas Odilon conseguiu mostrar a importância da ilustração, e sua força para contar uma história mesmo quando o texto não existe.

Graças a ele, foi como se visse pela primeira vez as ilustrações do livro Onda de Suzy Lee.

Antes de se criticada por falta de sensibilidade, quero dizer que gosto muito do desenho da ilustradora, mas realmente ainda não havia percebido suas nuances e sutilezas. Como aquela em que a interseção existente entre uma página e outra é fundamental para o desenrolar da história. Dois mundos separados, cada um deles circunscrito à própria página, e aparentemente intransponíveis por causa da costura existente no livro!

Aí foi a vez de comparar ilustradores a cantores, que dão sua contribuição pessoal a obras já conhecidas. Enquanto que os primeiros imprimem seu próprio estilo na história que desenham, os outros fazem o mesmo na música que cantam.

Alguém saberia dizer que clássico infantil é contado neste livro de dobraduras?

Chapeuzinho-vermelho-Warja-Lavater

Trata-se do famoso Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau na interpretação da artista suíça Warja Lavater falecida em 2007. Os personagens simplesmente foram substituídos por pontos. O ponto vermelho é a menina, o preto é o lobo, os verdes são árvores, e assim por diante.

Mas há muitas outras interpretações como a clássica de Gustave Doré, a assustadora de Susanne Jansen, e a “rabiscada” deMarjolaine Leray.

Depois “passeamos” por entre os desenhos de alguns ilustradores nacionais. Juarez Machado que em 1968 desenhou Ida e Volta, o primeiro livro brasileiro de imagens sem texto, e que se encontra esgotado!!

Roger Mello, Marilda Castanho – considerada por Odilon A ilustradora brasileira, Eva Furnari, Angela Lago… E tantos outros que ficaram de fora, por falta de tempo, inclusive as ilustrações do próprio Odilon Moraes  que prometo mostrar num próximo post.

Foram duas tardes de aprendizado e muito encantamento.

Lamento apenas que várias pessoas se inscreveram e não compareceram, tirando assim a oportunidade de outras aproveitarem as oficinas. Mas essa já é outra história, em que o que é gratuito não é valorizado e o desrespeito às normas de convívio impera em toda a parte.

3 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Mariana
    abr 15, 2013 @ 16:15:25

    Oi, Paula!
    Outra amiga minha foi para essa oficina e voltou encantada! Me contou, com os olhos brilhando, sobre as experiências que vivenciou lá…deu vontade de ter participado.
    Vou esperar o post sobre Odilon Moraes!
    Beijo.

    Responder

    • fagulhadeideias
      abr 15, 2013 @ 17:07:19

      Sua amiga chama-se Gisely não é? Uma simpatia! Conversa vai conversa vem, ela me falou de você e de Ju. Este mundo é mesmo pequeno! Beijo minha amiga.

      Responder

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