Os reis da Madison Avenue

Reconheço que  este post chega com um atrasado de cinco anos, mas só agora em outubro de 2012 assisti à primeira temporada do seriado americano Mad Men produzida por Matthew Weiner.

Depois de acompanhar as peripécias viciantes da novela Avenida Brasil, jurei que tão cedo não acompanharia mais nenhuma novela.

Folheei meu caderninho, onde anoto dicas de livros para comprar e filmes para assistir, à procura de sugestões que me afastassem de uma futura tentação.

Foi assim que sai do Divino na zona norte do Rio de Janeiro e aterrissei na Avenida Madison no coração de Manhattan.

Emendei com a segunda temporada e durante quinze dias assisti a oito DVD’s cada um com quatro capítulos de quase uma hora cada, uma maratona e tanto!

Para os desavisados como eu, que ainda não conhecem a minissérie, a história se passa nos anos sessenta e retrata os costumes da época em Nova Iorque.

No início achei que carregavam nas tintas. Todos fumavam o tempo todo, bebiam uísque em pleno horário de trabalho (sem uma pedrinha de gelo sequer!), as funcionárias eram assediadas sexualmente e em casa as mulheres eram tratadas como tolinhas e objetos decorativos nos eventos sociais.

Lembrei-me então que no final dos anos oitenta cheguei a fumar dentro de avião (como se a fumaça soubesse que estava restrita à fileira x e não poderia ultrapassar para a seguinte) e pior ainda em corredores de hospitais!

Quanto à bebida imagino que atualmente os executivos só se sirvam de um ou outro drinque no final do expediente e não haja mais garrafas escondidas nas gavetas das escrivaninhas. Pelo menos não são mais visíveis bandejas com copos e baldes de gelo.

Por sua vez as mulheres podem parodiar aquela antiga propaganda de cigarros: “You’ve come a long way, baby.” Definitivamente as coisas mudaram muito de lá para cá, e para melhor!

Mad Men já ganhou 15 prêmios Emmy (concedido aos melhores programas da televisão americana) e 4 Globo de Ouro (prêmios entregues anualmente aos melhores profissionais do cinema e televisão estadunidenses).

A minissérie é cheia de referências históricas, culturais e sociais, e a leitura de “O guia não oficial de Mad Men – Os reis da Madison Avenue ajudou bastante para que aproveitasse melhor este seriado altamente viciante.

Ah, hoje de tarde passei na videolocadora e voltei para casa com a terceira temporada!

No Brasil:

Mad Men (DVD)1ª temporada / R$ 74,90

Mad Men (DVD) 2ª e 3ª temporada / cada R$ 79,90

Mad Men (DVD) 4ª temporada / R$ 99,90

Nos EUA:

Mad Men (Blue –ray) season 1 – 4 / $ 64,99

Mad Men (Blue –ray) season 5 / $ 24,99

2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Jusciney Carvalho
    nov 09, 2012 @ 10:55:53

    Como você, também prometi que não assistiria mais nenhuma novela, ou ao menos, não me viciaria em nenhuma delas, após av, brasil. Por sorte, tive viagens para fazer e trabalhos para encerrar que de certa forma me “forçaram” a desligar a tv, e também os seriados. Esse me parece diferente dos que habitualmente assisto e parece que é viciante, hein?
    Ah, aproveito para te indicar outro: once upon a time…. tenho a primeira temporada gravada e se nos encontrarmos em Salvador, em dezembro, posso gravar pra você. É uma delícia, Paula! Beijo, querida!

    Responder

    • fagulhadeideias
      nov 12, 2012 @ 22:04:59

      Quando chegar a Salvador já terei visto o seriado que indicou (vou alugar), aí poderemos trocar mais “figurinhas”. Beijo.

      Responder

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